25 de outubro de 2017

CNS participa de debate sobre as novas regras para cobrança de boletos bancários

A Confederação Nacional de Saúde participou nesta terça-feira, 24 de outubro, da reunião no Ministério do Trabalho para tratar das regras da nova plataforma de cobrança dos boletos bancários das entidades, dos movimentos sindicais, trabalhistas e do comércio.

O assessor Jurídico da CNS, Alexandre Zanetti e a coordenadora do departamento Financeiro da CNS, Cláudia de Almeida e Silva participaram da reunião que contou com a participação de mais de 100 representantes das entidades e dos movimentos.

“É importante a participação da Caixa Econômica aqui para nos explicar como serão aplicadas as normas dos boletos e quais foram os motivos adotados para a sua efetivação. Queremos solução e explicações claras”, destacou Carlos Lacerda, secretário de relações do trabalho do ministério.

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) em conjunto com a rede bancária recentemente anunciou o término dos boletos de cobrança sem registro, forçando assim grandes e pequenas operações se adequarem com a nova modalidade.

Essa medida teve como principal motivo modernizar um sistema obsoleto desde 07 de outubro de 1993, quando foi criado para implantação da compensação eletrônica de cobrança no Brasil. O órgão responsável por fiscalizar as instituições financeiras no Brasil o “Banco Central” determinou que no final de 2017 todo boleto de pagamento passe a ser pré-registrado antes nos bancos. Assim, passariam a ter mais controle dessa forma de pagamento gerando segurança para quem paga, rastreando com mais facilidade ações criminosas e evitando o desenvolvimento de fraudes em 2018.

“O projeto nasceu de uma mitigação de fraudes. Tivemos prejuízos de R$ 584 milhões em toda a rede bancária do país provocado por fraudes. Por isso estamos implantando a cobrança registrada, destacou a representante da Caixa Econômica, Mônica de Morães Lopes.

Para o assessor Jurídico Zanetti a reunião apenas demostrou os diversos problemas que as entidades sindicais estão enfrentando, com um sistema que não está atendendo as demandas. Ele ainda criticou o estabelecimento da pauta da reunião e a atuação da Caixa Econômica, que segundo ele, tentou responder algumas questões mas não apresentou nenhuma resposta aos questionamentos apresentados bem como não trouxe nenhuma novidade ou solução para a reunião.