29 de novembro de 2017


CNS REFORÇA MODELO DO ASSOCIATIVISMO PARA SUPERAR OBSTÁCULOS NA SAÚDE DURANTE FÓRUM

A Confederação Nacional de Saúde (CNS) sedia nesta quarta-feira, 29 de novembro, em Brasília o V Fórum de Saúde que debate a questão do Associativismos de resultados: Planejar e executar, no Kubitschek Plaza Hotel.

A primeira parte do V Forúm contou com a participação de mais 200 representantes das Federações e Sindicatos de todo país que compõe a Confederação Nacional de Saúde, além de convidados, autoridades e especialistas e profissionais do setor.

O presidente da CNS, Tércio Kasten abriu o evento e destacou em sua fala que é necessário exercitar a visão estadista sobre a questão da saúde no Brasil que promova um Associativismo de Resultados no setor de saúde.

Para ele, a temática do Fórum é de extrema importância pelo momento vivenciado no país, “No entanto, não há outro caminho. Precisamos cada vez mais superar as divergências para trilhar o Associativismo. Pois este é o nosso entendimento sobre o que é Liderança. A cooperação é a convicção plena de que ninguém pode chegar à meta se não chegarem todos. É o que temos feito, na CNS, declarou Kasten.

A jornalista Denise Barbosa, da GloboNews abriu as atividades do evento falando sobre recuperação da economia e sua dependência das reformas. De acordo com a jornalista a Super Safra colaborou para a queda da inflação neste ano e os alimentos, segundo ela, foram os grandes fatores para a queda dos preços.

Denise ressaltou que de acordo com os especialistas da área econômica falta investimentos no país e para que isso ocorra ela destacou que é necessário acontecer melhorias nas contas públicas, obter estabilidade política e institucional e estancar a capacidade ociosa no país.

Ela ainda assegurou que o investimento depende da confiança do mercado. A confiança move a economia e atualmente a crise fiscal está sendo alimentada pela crise econômica e institucional que o país ainda vivencia, “Esse ano nós vimos os juros cairem para o consumidor, mas a taxa de juros ainda continua alta. A taxa de juros do cheque especial continua altíssima com 323%”, alertou a jornalista.Uma das soluções para barrar as taxas de juros, segundo ela, é aumentar a concorrência no mercado.

Barbosa ainda assegurou que a reforma da previdência é necessária para o crescimento da economia brasileira e alertou informando que se nada for feito a despesa com a previdência social pode chegar a 66% dos gastos do Governo Federal em 2020.

Após a palestra da jornalista, o assessor Jurídico da CNS, Alexandre Zanetti intermediou o Talk Show sobre os impactos e planejamentos após a reforma trabalhista que teve como convidados Alexandre Belmonte, ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Marcos Cominato, Diretor de Recurso Humanos do Grupo ALLIAR e Emerson Casali, Diretor CBPI Produtividade Institucional.

Alexandre Zanetti ressaltou as significativas mudanças na legislação trabalhista no setor de saúde, como por exemplo, a questão das grávidas lactantes, a jornada 12x36, e a aplicação da Lei 13.467/2017 aos contratos de trabalho vigentes. Em relação ao fim da obrigatoriedade da contribuição sindical que entrou em vigor no último dia 13 de novembro, com a instituição da nova reforma trabalhista no Brasil, Zanetti declarou que a manutenção do Sistema Sindical daqui para frente dependerá da eficiência das entidades, mas que essa dificuldade não assusta o setor porque as dificuldades proporcionam crescimento.

De acordo com o diretor Emerson Casali o ambiente anterior a reforma era de complexidade, incerteza e insegurança jurídica para o empregador. Para ele, a legislação trabalhista se relaciona com a produtividade e viabiliza melhorias sustentáveis, “A reforma trouxe muita oportunidade para as empresas. A reforma trabalhista é uma reforma com o foco na produtividade e o relator foi ousado ao propor todas essas mudanças”.

De acordo com ministro Alexandre Belmonte a legislação trabalhista necessitava ser modificada para se adequar as novas relações de trabalho que também mudaram, mas em sua visão faltou reflexão e debate na implementação da nova legislação.

Para Belmonte a medida provisória que volta a alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), já modificada em mais de 100 pontos pela reforma trabalhista evidência a falta de diálogo da nova legislação.

“Esses são questionamentos que precisamos fazer. A inclusão de apenas 2 artigos na nova norma é pouco para a complexidade que envolve o sistema de saúde, criticou o ministro que logo no início de seu discurso informou que Brasil é o país campeão em acidentes de trabalho nas atividades profissionais.

O evento que conta com apoio também da Federação Brasileira de Hospitais, Associação Nacional dos Hospitais Privados, Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitalar, Hospitais e Entidades Filantrópicas segue com sua programação até o final do dia.